Conheça os 11 termos técnicos mais usados pelo mercado fotovoltaico

Provavelmente você quando começou a pesquisar a respeito do seu sistema encontrou alguns termos novos e técnicos. Até hoje você está procurando a sua ponta do consumo fora de ponta, caçando a sua oferta dessa tal de demanda, tentando entender como uma tarifa pode ser branca se o preço ta quase te tirando o sangue ou como você descobre o que é horo-sazonal verde ou azul. Mais uma vez, vamos te deixar mais Smartly na hora de fechar contrato! Vem com a gente entender todos esses termos.

Vamos começar do começo…

Antes de falar de termos mais técnicos e pouco convencionais, vamos começar do básico! Você consome Watts de energia ao ligar algum equipamento e que kW significa quilowatt (1000 Watts), por exemplo, se um ar condicionado tem uma potência de 950 watts (0.95 kw), e está ligado 10 horas por dia, consome 9,5 kw por dia e 285 kWh/mês (em um mês com 30 dias). O preço que uma pessoa paga vai depender com o valor cobrado pela empresa que fornece a energia para obter esse valor, é só multiplicar por 285. Outro ponto importante antes de começar a falar a respeito de termos mais complexos, é deixar bem claro alguns mais do seu cotidiano. Voltagem, amperagem e wattagem não são termos usuais (apesar de falados), o correto é se referir a tensão (Volts), corrente (Amperes) e Potência (Watts) para conversar a respeito de energia.

 

Agora precisamos localizar você em qual tipo de consumidor você está incluso, essa classificação é dada pela ANEEL para separar melhor os clientes e fornecer de forma adequada a energia. Essa segmentação visa garantir que o sistema público seja dimensionado de forma correta e segura, confira logo abaixo em qual classificação você está incluído:

Fonte: ANEEL

Agora podemos de fato entrar nos termos que mais causam confusão para os nossos clientes, o objetivo desse texto é que você tenha conhecimento de como cada detalhe desse interfere no seu bolso e principalmente como isso interfere na hora de você comprar o seu sistema solar.

 

kWp (quilo-watt pico)

 

Para facilitar o entendimento, vamos fingir que você tenha uma conta de mais ou menos 1200 kWh, para isso necessitaríamos de um sistema de 9,24 kWp. Repare que passamos a usar o kWp em vez de kWh, isso significa que  o seu sistema é capaz, no pico de sua potência,  produzir 9,24 kW em determinado instante, quando estiver ligado e funcionando corretamente. Isso não quer dizer que ele produzirá essa quantidade de energia durante todo o dia, pois a quantidade de energia solar que o nosso planeta recebe ao meio-dia não é a mesma que recebe, por exemplo, às 8h da manhã ou às 6h da tarde. Portanto, quando você adquirir seu sistema fotovoltaico, poderá perceber que a maior parte da produção do seu sistema estará compreendida dentro dos horários com mais incidência solar do dia, ou seja, entre às 10h e às 14h.  Como podemos conferir no monitoramento abaixo:

 

 

Então vou sempre gerar 9,24 kWp?

Não necessariamente. Já falamos sobre quase tudo que afeta a absorção de luz pelo painel fotovoltaico e que pode acabar reduzindo a produção do mesmo: nuvens, chuva, danos nos painéis, limpeza,  angulação do painel no telhado, sombreamento de prédios e edificações ao redor, e muito mais (Saiba mais sobre–>). Como você pode perceber, a estimativa de absorção deve ser calculada de maneira responsável e realista por profissionais capacitados, para que você conheça a verdadeira viabilidade do seu projeto.

Demanda

Essa parte é válida apenas para consumidores acima de 75 kV, se você está abaixo disso, você não precisa se preocupar com a demanda já que paga somente pelo consumido! Os contratos de demanda funcionam um pouco diferente, além do pagamento de energia consumida existe o pagamento de demanda. Para entender como é cobrada a conta nesse caso, precisamos primeiramente saber como é calculada.

Cálculo de demanda

Para explicar melhor, vamos criar uma empresa chamada “Gastadora S.A.”, que é uma indústria têxtil e possui algumas máquinas e climatizadores funcionando das 08:00 até as 20:00 de segunda a sexta. Por ser uma indústria com a demanda de energia expressiva eles são taxados segundo a demanda deles, para entender melhor o consumo foi criado um gráfico onde mostra o consumo de kW por hora de um dia típico de funcionamento. Conforme abaixo:

A Gastadora S.A. consume em um dia normal em média 185,8 kW com suas máquinas, mas se observarmos o gráfico de consumo pelo tempo dela, podemos observar que existe um ponto onde o consumo é máximo (14h) devido ao maior número de ar condicionados ligados no calor. Esse ponto de máximo é a demanda de energia da empresa, conforme a imagem abaixo:

Dessa forma, a empresa possui uma demanda de 22 kW, essa medição é aferida pela concessionária a cada 15 minutos, ou seja,  96 vezes em um dia. Ela usa como valor de referência o maior consumo aferido no mês, ou seja, mesmo que duas empresas consumam a mesma quantidade de kW no mês, pode ser que uma pague mais devido a demanda.

Agora vamos supor que o presidente da Gastadora S.A. resolveu mudar a forma como se relaciona com a energia, e começou um projeto de eficiência energética e instalação de um sistema solar fotovoltaico para dar suporte à fábrica. Após os primeiros 30 dias, novamente ele realiza uma medição de um dia comum na sua empresa. E obtém o gráfico abaixo:

Agora a fábrica possui um consumo da concessionária de 117 kW no dia, além de reduzir o consumo diário tendo o mesmo nível de qualidade e conforto, a nova demanda mudou de 22 kW para 14,5 kW. Agora além de reduzir as contas de consumo, o contrato de demanda pode ser alterado para a redução. O gráfico abaixo mostra a comparação entre o consumo da fábrica sem o sistema e eficiência (azul) em relação ao novo consumo (em laranja) com as medidas sustentáveis.

Essa simulação não possui correlação com casos existentes, foi apenas simulada para uma empresa imaginária. Para estudar como podemos ajudar o seu negócio, solicite um orçamento (Basta clicar aqui –>)

Consumo de ponta e fora de ponta

Você deve ter visto alguma vez na sua conta um termo chamado de consumo fora de ponta ou consumo em horário de ponta, clientes industriais ou com alto consumo conhecem bem esse custo. O conceito de ponta é relativamente simples, é um período de 3 horas consecutivas a serem posicionados pela concessionária entre 17h e 22h onde a demanda geral é maior, esse horário existe um pico de energia demandada devido ao uso de iluminação urbana, mais pessoas consumindo energia ao chegar em casa, mais luzes ligadas entre outros diversos fatores.

Por ser um horário com uma alta demanda de energia, é o momento onde a rede de energia precisa estar preparada para cargas superiores. Esse preparo possui um custo, e por isso que geralmente o consumo de ponta é bem mais caro que o consumo fora de ponta. Para isso, as concessionárias realizam acordos de tarifas especiais para consumidores que precisam utilizar o sistema durante esses momentos de pico. É nesse momento que precisamos falar a respeito de Tarifas Horo-sazonal, seja ela azul ou verde.

Tarifa horo-sazonal verde

Na tarifa horo-sazonal verde, que geralmente é chamada de tarifa verde, os valores de consumo são diferentes no horário fora de ponta e no horário de ponta, mas a demanda é uma única. Ou seja, a sua demanda é independente do horário em que foi aferida.

Tarifa horo-sazonal azul

Na tarifa azul, os valores de demanda e consumo são diferentes no horário fora de ponta e no horário de ponta. Dessa forma, existe uma diferenciação de valores das demandas nos horários de pico e em situações onde a rede não está sendo exigida.

Então, qual escolher?

No cliente tarifa verde, a demanda só é cobrada 1 vez, não importa se ela acontece no horário de ponta ou no horário fora de ponta. Em compensação, sua tarifa de consumo na ponta é maior. No cliente tarifa azul, a demanda é cobrada na Ponta e na Fora de Ponta, sendo a tarifa na Ponta praticamente o dobro na fora de ponta. No entanto, o custo do kWh na ponta é menor que na HS Verde. Ou seja, depende do seu estilo de consumo, um projeto de eficiência energética avalia essas possibilidades. Saber essas informações é importante para o projeto em energia solar, afetando a eficiência da economia. Caso o cliente esteja em um contrato de demanda ou opção de tarifa ruins, o desconto tende a ser menor.

E a tarifa branca?

É uma forma de beneficiar quem possui um consumo maior fora dos horários de pico, por exemplo na CEB, pessoas que consomem sua energia das 22h as 17h com maior frequência acabam pagando 14,5% menos em relação a tarifa convencional para residências, porem se consumir entre 17h e 18h ou de 21h até as 22h pagaria 16,9% a mais. Caso consuma no momento de ponta esse valor é 80,6% a mais do que a tarifa convencional.  E quando isso é vantajoso? Caso o seu consumo seja feito nos horários de baixa demanda, e possua pouco ou nenhum consumo fora desses horários, é a melhor opção para você! Atualmente clientes com o consumo acima de 500 kWh podem aderir à tarifa branca, até 2020 qualquer pessoa poderá aderir a tarifa.

Demanda contratada e demanda medida

 

Para que seu empreendimento tenha energia, e você precise se encaixar em um grupo com consumo acima de 75 kV, você terá que contratar uma demanda junto a concessionária, é nesse momento que você determina a demanda contratada. Toda vez que a demanda medida for menor que a demanda contratada, você deverá pagar a demanda contratada. Se a demanda medida for maior que a demanda contratada em até 5%, você paga a demanda medida, mas se a demanda medida exceder em mais de 5% da demanda contratada, o valor de demanda que exceder a contratada, pagaremos uma tarifa de 300%. Ou seja, ter um contrato justo com a concessionária é importante!

 

Mercado livre de energia

Diferente do mercado tradicional e mais comum (mercado cativo), o mercado livre de energia faz com que produtores e consumidores de energia negociem de forma direta os contratos. Resumidamente, o mercado livre de energia dá opção de negociar preços, duração de contrato, taxas de reajuste, quantidade de energia e demais condições contratuais.

O mercado livre é oferecido para apenas dois públicos chamados consumidores livres e especiais. No grupo dos especiais, existem empresas de médio e pequeno porte com demanda entre 500 e 3000 kW podem comprar energia geradas por PCHs, fontes solares, fontes eólicas e de biomassa. Geralmente são contratos longos, com reajustes acompanhando algum índice oficial,  se não for algo previamente estudado e feito com atenção pode se tornar um custo muito maior. O outro tipo de consumidor conhecido como livre, são consumidores acima de 3 mega watts, não existindo qualquer limitação a respeito de fonte. Os tipos de contrato são livres, e por isso representam um risco para pessoas que não entendem as peculiaridades do do assunto, podendo prender sua empresa em contratos com mais de 10 anos.

O que é TUSD e TUST ?

As duas tarifas são relacionadas com a remuneração da cadeia produtiva (Saiba mais sobre essas tarifas –>) e são calculadas utilizando pela quantidade de kWh consumido. A TUSD é usada para remunerar o sistema de distribuição de energia elétrica pelo uso do sistema. E a TUST está relacionada à remuneração do sistema de transmissão da energia até a distribuidora.

 

Agora você já sabe os termos mais importantes a respeito de energia!!

Pense de um jeito Smartly!

Além de fornecer alternativas para o consumo de nossos clientes, a Smartly tem o compromisso de ser transparente e informar melhor você. Por isso constantemente criamos conteúdo no blog, fornecemos entrevistas, participamos de feiras e simpósios. Afinal, nosso objetivo é que todos possam ser Smartly!

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